Acupuntura sem agulha - conheça esta técnica
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A acupuntura é uma prática milenar da medicina oriental que contribui para aliviar dores agudas e crônicas e, ainda, é usada como tratamento de diversas doenças. Mas a técnica era inviável para quem morre de medo de agulhas. Pensando nisso, foi desenvolvido o stiper, em que são utilizadas pastilhas de silício cristalizado (SiO2) no lugar dos temidos instrumentos pontiagudos.
A prática com o uso do silício segue os mesmos princípios da acupuntura tradicional, a diferença é que o estímulo é feito por um outro instrumento. “O dióxido de silício capta as ondas eletromagnéticas do ambiente e as converge em um ponto determinado no corpo do paciente, promovendo, dessa maneira, a energização do lugar”, explica o acupunturista Fernando Fernandes.
Segundo o profissional, as vantagens do stiper é o tempo de tratamento. “A aplicação é mais rápida e os efeitos também”, afirma.
Diferentemente da sessão de acupuntura tradicional, bastam apenas 10 minutos para que as pastilhas sejam fixadas na pele do paciente por meio de adesivos. Depois de aplicadas, podem ficar de dois a cinco dias no corpo. “É como se a pessoa ficasse com as agulhas em casa, no trabalho, por isso o resultado é mais rápido”, explica.
Enquanto são necessárias cerca de oito sessões de acupuntura tradicional para regular as queixas do paciente, o stiper surte o mesmo efeito com metade das sessões.
Também é possível conciliar as duas técnicas. “Aplico as agulhas no consultório e depois o paciente vai para casa com as pastilhas”, conta Fernando.
Segundo o acupunturista, o stiper não tem contra indicações. “O sílicio é uma substância que naturalmente faz parte do nosso organismo, por isso não há restrições”, esclarece. Outro ponto positivo é a textura das pastilhas. “Elas são bem macias, como um algodão”, define.
O tratamento com as pastilhas de silício começou a ser difundido na Europa em meados da década de 90. No Brasil, o stiper, palavra resultado da junção do termo estímulo permanente, está ganhando adeptos há cerca de apenas dois anos.
Além do stiper, outras técnicas, já difundidas no Brasil, seguem o princípio da acupuntura, mas sem a utilização de agulhas. Segundo Silvia Biscaro Salviano, acupunturista e professora do Centro Universitário São Camilo, os pontos e meridianos podem ser estimulados com os dedos, sementes de mostarda, bastões aquecidos e pedaços de algodão com artemísia.
“O acupunturista tem que conhecer o leque de opções que a filosofia milenar oriental oferece e aplicar a melhor técnica de acordo com a resposta do paciente e o tipo de doença”, explica a professora.
“A acupuntura é apenas um dos braços da medicina chinesa. As outras técnicas que se assemelham a ela seguem os mesmo princípios, por isso não podem ser consideradas como inferiores”, afirma Silvia.
Estética
Além de tratar diversas doenças, a acupuntura também pode ser aplicada no segmento estético e, consequentemente, o stiper.
“Trabalho muito com pacientes no pós-operatório de cirurgias plásticas”, diz Fernando.
O tratamento também é indicado como um agente contra as rugas. “A acupuntura estimula a produção de colágeno”, afirma o acupunturista.
No caso do rosto, as pastilhas são aplicadas no consultório e o paciente permanece com elas durante 40 minutos, como nas sessões tradicionais com agulhas.
Uma resposta to 'Acupuntura sem agulha - conheça esta técnica'
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on 30 de Abril de 2009 @ 13:34
Gostaria de saber onde, fazer acupuntura, segundo essa reportagem.